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FAO e BNDES estabelecem primeiros passos para um acordo sobre monitoramento de florestas na Bacia do Congo

No total, 11 países da COMIFAC seriam beneficiados pelo projeto de Cooperação Sul-Sul liderado pela FAO
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Roma, 23 de junho de 2014 - Nesta segunda-feira (23), foi dado o primeiro passo para a assinatura de um acordo segundo o qual, com o suporte da FAO, é prevista a implantação de um sistema de monitoramento florestal em dez países da Bacia do Congo.

Segundo o acordo, o Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES) repassaria à FAO o montante de US$ 36,67 milhões, proveniente do Fundo Amazônico  administrado pela instituição brasileira.

Com este suporte financeiro, a FAO facilitará a execução de projeto de um Cooperação Sul-Sul em conjunto com os países da Comissão Florestal da região centro-africana (COMIFAC). São eles: Burundi, Cameroun, Chade, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Gabão, República do Congo, Ruanda e São Tomé e Príncipe.

Durante a cerimônia que celebrou a conclusão desse estágio inicial, o Diretor Executivo do BNDES, Guilherme Lacerda, entregou uma carta ao Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, segundo a qual assegura a disposição do banco em analisar a factibilidade do projeto e do repasse solicitado.

“Enquanto esse projeto de cooperação ainda está com a conclusão e a aprovação pendentes, o passo dado hoje confirma que estamos no caminho certo em direção a uma cooperação ainda mais forte entre as nossas instituições”, afirmou Graziano da Silva. “Nós confiamos que o caminho agora está pronto para seguirmos adiante, de forma que esta iniciativa exemplar de Cooperação Sul-Sul possa ser lançada no futuro mais próximo possível” completou.

O Diretor-Geral da FAO reiterou que se tratará do primeiro acordo a ser assinado com um banco de desenvolvimento proveniente de um país do Sul. “Esse é um processo de aprendizado mútuo”, assinalou Graziano da Silva, reiterando que uma missão técnica da FAO deverá se deslocar ao Rio de Janeiro, onde se localiza a sede do banco, para concluir as negociações. “Teremos 60 dias para finalizá-las, e vamos finalizá-las”, concluiu.

O Diretor Executivo do BNDES, Guilherme Lacerda, explicou o que representa a etapa atingida. “Esta carta formaliza um estágio avançado de negociação sobre qual esperamos ser concluída rapidamente”, afirmou o representante brasileiro.

O evento contou com a presença da Ministra da Agricultura e do Meio Ambiente do Chade e Presidente em exercício do COMIFAC, Sra. Amane Rosine Baîwong Djebergui, e de representantes de países africanos.

O representante de Cameroun elogiou a iniciativa. Adiantou que seu país, no último dia 12, formalizou a apresentação de sua adesão ao projeto à Embaixada do Brasil em Iaundê. “Estamos felizes e otimistas de que esse acordo irá prosperar”.

O Fundo Amazônico, administrado pelo BNDES e mantido financeiramente pelos Governos da Noruega e da Alemanha e pela Petrobrás, pretende apoiar o monitoramento de florestas de forma a reduzir o desflorestamento e a degradação florestal em biomas tropicais. Até o momento, o Fundo arrecadou cerca de US$ 1 bilhão.