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Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe

México e a FAO criam um fundo para adaptação e resiliência às mudanças climáticas no Caribe

O fundo - que envolve US $ 4,3 milhões do México - foi oficializado hoje durante a Conferência Regional da FAO para América Latina e Caribe.

Agustín García-López, Diretor Executivo da Agência Mexicana para a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AMEXCID) e o Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva

8 de março de 2018, Montego Bay, Jamaica – México e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) trabalharão em conjunto para melhorar a adaptação e a resiliência às mudanças climáticas no Caribe.

O México alocará US $ 4,3 milhões – durante os próximos cinco anos - para criar um fundo de cooperação que trabalhará com os 20 países membros e associados da Comunidade do Caribe (CARICOM, sigla em inglês) e com as nações da América Central em assuntos de mudanças climáticas.

Agustín García-López, Diretor Executivo da Agência Mexicana para a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AMEXCID) e o Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva, assinaram hoje uma carta de intenção em Montego Bay, Jamaica, durante o último dia da Conferência Regional da FAO.

Segundo o acordo, o México e a FAO apoiarão o desenho e implementação de projetos para obter recursos de fontes como o Fundo Verde para o Clima (GCF, em inglê), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, em inglês) e outras fontes de recursos, que são urgentemente necessárias.

"Com esses fundos do México, a FAO poderá preparar projetos imediatamente e mobilizar recursos. A natureza multiplicadora deste fundo é muito importante, uma vez que cada dólar investido se multiplica. Creio que podemos mobilizar até 300 milhões de dólares para os países do Caribe ", explicou o Diretor-Geral da FAO.

"O México, com base em sua própria experiência, e da mão de um parceiro estratégico, multilateral e privilegiado como a FAO, estabeleceu como uma das suas prioridades a cooperação para fortalecer o desenvolvimento agrícola sustentável e resiliente às mudanças e aos desastres de todos os países do Caribe e da sub-região da América Central", disse o Diretor Executivo da AMEXCID.

A FAO e o México também trabalharão para fortalecer as agências e instituições do Caribe envolvidas na adaptação e resiliência às mudanças climáticas, promovendo a cooperação Sul-Sul com outros países da região.

É necessário um maior financiamento para enfrentar as mudanças climáticas

As mudanças climáticas são um dos três principais temas da Conferência Regional da FAO. De acordo com a FAO, os países da região estão financiando a adaptação e a mitigação às mudanças climáticas principalmente com seus recursos próprios, cobrindo mais de 90% do custo.

Mas esses fundos são insuficientes: até o ano de 2050, a FAO estima que são necessários US $ 100 bilhões adicionais para a adaptação às mudanças climáticas na América Latina e no Caribe.

O Diretor-Geral da FAO fez um chamamento para que os governos invistam em intervenções ambiciosas e em larga escala para combater as mudanças climáticas.

"Todos os países têm a necessidade de acessar todos os fundos disponíveis, independentemente do seu nível de desenvolvimento. As mudanças climáticas são um desafio global, e a cooperação internacional é o único meio de enfrentá-las ", afirmou José Graziano da Silva.

O Diretor-Geral da FAO solicitou à comunidade internacional que apoie projetos inovadores da América Latina e do Caribe, como o Projeto do Paraguai, Pobreza, Desmatamento, Energia e Mudanças Climáticas (PROEZA), que recebeu recentemente US $ 25 milhões do Fundo Verde para o clima.

"PROEZA é a primeira iniciativa apoiada pela FAO a acessar recursos para lutar contra os efeitos negativos das mudanças climáticas do Fundo Verde do Clima, e esperamos que muitos o acompanhem", disse Graziano da Silva.

São necessárias intervenções em larga escala para enfrentar as ameaças climáticas

Graziano da Silva enfatizou a necessidade de os governos passarem de intervenções de pequena a grande escala, capazes de fazer a diferença nas vidas de milhões de pessoas que vivem na pobreza e insegurança alimentar.

A FAO está ajudando vários países a desenvolver propostas para obter fundos muito importantes para projetos de grande porte, como a proposta RECLIMA de El Salvador para o Fundo Verde para o Clima, que busca melhorar as medidas de resiliência climática em agro ecossistemas do corredor seco da América Central.

Dezoito países da região estão trabalhando com a FAO para desenvolver 45 projetos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, em inglês), enquanto sete países estão criando ambiciosas propostas de financiamento para o Fundo Verde para o Clima.

Não há tempo a perder nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolviment

Os desafios relacionados às mudanças climáticas são agravados nos Pequenos Estados insulares em Desenvolvimento do Caribe, devido à sua pequena área geográfica, isolamento e exposição. "Para eles, não há tempo a perder para enfrentar as mudanças climáticas. Para eles, as mudanças climáticas são uma questão de vida ou morte", afirmou o Diretor-Geral da FAO.

A FAO está atualmente ajudando os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (no Caribe) a integrar o setor agrícola nas prioridades das mudanças climáticas e nas contribuições determinadas em nível nacional (NDC).

O Projeto do Setor Pesqueiro do Caribe Oriental, financiado com US $ 5,5 milhões do GEF, está trabalhando em sete países (Antígua e Barbuda, Dominica, Granada, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas e Trinidad e Tobago). O projeto está desenvolvendo as capacidades dos pescadores ao mesmo tempo em que melhora a governança da pesca e introduz medidas de adaptação às mudanças climáticas neste setor, chave para a segurança alimentar do Caribe.

 

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