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Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe

Delegação brasileira participou do II Congresso Nacional de Alimentação Escolar da Guatemala

A atividade, coordenada pelo Ministério de Educação, reuniu mais de 800 pessoas.

Foto: FAO Guatemala

San Miguel Ixtahuacán, San Marcos, Guatemala. 23 de agosto de 2018 – Para promover as metodologias e as boas práticas de consolidação do Programa de Alimentação Escolar, e assim zelar pela alimentação adequada nas escolas da Guatemala, uma delegação de representantes dos parceiros da cooperação internacional entre FAO e Brasil participou ativamente do II Congresso Nacional de Alimentação Escolar. 

Silvio Pinheiro, Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento para a Educalção (FNDE) do Brasil; Karine Santos, Coordenadora de Programação Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Brasil; Najla Veloso, Coordenadora Regional do projeto de Fortalecimento de Programas de Alimentação Escolar para a América Latina e o Caribe; e Diego Recalde, Representante da FAO na Guatemala, reuniram-se no município de San Miguel Ixtuahuacán, San Marcos. 

Para Najla Veloso, o processo de implementação da Lei de Alimentação Escolar na Guatemala é jovem, está iniciando. “É por isso que desde o Programa de Cooeração estamos apoiando tecnicamente e promovendo o intercambio de experiências entre países e a Cooperação Sul-Sul”, indicou Veloso; quem, também, explicou que além da Guatemala, outros países contam com marcos legais específicos sobre alimentação escolar: Bolívia, Brasil, Honduras e Paraguai.

Segundo o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, a Guatemala é um ícone como um dos grandes resultados da Cooperação Brasil-FAO na América Latina e no Caribe. “Guatemala demonstrou resultados rapidamente e isso demonstra que essa cooperação pode render frutos não somente para a o país mas também para o Brasil, pois ambos estamos trocando conhecimentos”, indicou. 

Outro tema abordado na atividade foi a importância da vinculação da agricultura familiar às compras públicas realizadas pelas escolas públicas. 

 “A agricultura familiar é um pilar da economia rural e vinculá-la às compras de alimentos por parte de escolas pode dinamizar as economias rurais dessas famílias cujo meio de subsistência é a produção de alimentos”, apontou Recalde.

Para a promoção da agricultura familiar e dos encadeamentos, durante o congresso realizou-se a “Exposição da agricultura familiar”, que reuniu associações de agricultores e cooperativas que têm capacidade de se transformar em proveedores de alimentos frescos para as escolas. 

Além da participação nas atividades relacionadas ao congresso, os membros da missão realizaram visitas a algumas escolas do município onde a FAO e o governo do Brasil apoiam 25 escolas guatemaltecas com o programa escolas saudáveis sustentáveis. 

Com o apoio da cooperação, implementou-se nos países parceiros da iniciativa Escolas Sustentáveis, que trabalha atualmente com mais de mil agricultores em 13 países da região, beneficiando 300 mil estudantes em, aproximadamente, três mil escolas. 

A experiencia das Escolas Sustentaveis foi desenhada com o objetivo de establecer uma referência da implementação de programas de alimentação escolar sustentáveis, especialmente a partir de atividades como o envolvimento da comunidade educativa, a adoção de menus escolares adequados e saudáveis, a implementação de hortas escolares pedagógicas, a reforma de cozinhas, refeitórios, bodegas e a compra direta de produtos da agricultura familiar local para a alimentação escolar. 

Cooperação para fortalecer a alimentação escolar na região

Uma das prioridades da Cooperação Brasil-FAO tem sido a alimentação escolar: o governo do Brasil., por meio do trabalho em conjunto entre a FAO, a Agência de Cooperação Brasileira (ABC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), executou ações neste âmbito na Guatemala e em outros países da região desde 2009. Com recursos do FNDE, investiu-se na América Latina e no Caribe 8,6 milhões de dólares entre 2009-2018. 

Realizado há mais de 60 anos, o programa executado pelo Brasil sob a gestão do FNDE é uma referência para a planificação e a execução das ações desenvolvidas pelo projeto de cooperação técnica internacional. Atualmente, mais de 42 milhões de estudantes brasileiros recebem alimentos diariamente nas escolas e a agricultura familiar cumpre um importante papel na comercialização de sua produção à alimentação escolar.

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