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Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe

Indígenas do Panamá passam por capacitação para utilizar drones na preservação de florestas

Com o apoio da FAO, ONU-REDD e o Ministério do Meio Ambiente, o Panamá promove o monitoramento comunitário das florestas nas áreas indígenas do país

O monitoramento florestal comunitário permite gerar informação de alta precisão para melhorar a tomada de decisões e gestão dos territórios por parte dos povos indígenas,

06 de junho de 2016, Santiago do Chile – Representantes indígenas panamenhos se capacitaram no uso de drones de ala fixa para o monitoramento florestal comunitário com o apoio da FAO por meio do Programa ONU-REED e o Ministério do Meio Ambiente do Panamá.

De acordo com a FAO, os povos indígenas, como principais habitantes das florestas, exercem um papel vital na preservação e no monitoramento desse importante recurso para a segurança alimentar (ver vídeo).

Durante o mês de maio, os moradores das principais comunidades indígenas do Panamá participaram de capacitações para o uso de drones de ala fixa e outras tecnologias com o intuito de detectar mudanças no uso do solo que podem ameaçar os ecossistemas das florestas.

A indução ao uso de drones faz parte de um projeto de monitoramento comunitário de florestas em territórios indígenas do Panamá, que contempla capacitações teóricas e práticas, acompanhamento técnico e o fornecimento de equipamentos e software necessários.

 “Essas ferramentas nos permitem conhecer as características das florestas e os recursos que temos em nossos territórios”, apontou Eliseo Quintero, representante da Tribo Indígena Ngäbe-Buglé. Ele também afirmou que a participação de diferentes atores e organizações é chave para a preservação dos recursos naturais.

Segundo a FAO, o monitoramento florestal comunitário permite gerar informação de alta precisão para melhorar a tomada de decisões e gestão dos territórios por parte dos povos indígenas, utilizando uma metodologia estandardizada e respondendo as necessidades específicas do manejo dos recursos naturais de cada território.

 “O monitoramento permite gerir e conservar as florestas nos territórios indígenas e contribuir para a estratégia nacional de redução de emissões de gases de efeito estufa causadas pelo desmatamento e a degradação das florestas, REDD+”, explicou Tito Díaz, coordenador da FAO para a América Central.

Olhos no céu

O monitoramento com drones tem como principal objetivo identificar mudanças em pontos específicos no âmbito da cobertura florestal submetida a processos de desmatamento e degradação que apenas podem ser observadas de cima, com imagens em alta resolução.

O monitoramento com drones, também pode gerar informação durante todo o ano, inclusive em épocas de chuva. Os drones permitem ainda o monitoramento de incêndios florestais, invasões de territórios e o monitoramento de cultivos, permitindo uma melhor gestão dos recursos naturais em territórios indígenas.

Durante as capacitações, os representantes de áreas indígenas do Panamá aprenderam a elaborar planos de voo, armado e manobras de drones, processamento de imagens e a elaboração de mapas em alta resolução.

Um recurso chave para a segurança alimentar

Mais da metade do território panamenho está coberto por florestas. De acordo com a FAO, uma adequada gestão do setor florestal tem potencial de contribuir com a redução da pobreza mediante a criação de postos de trabalho, a produção de alimentos, a proteção de bacias hidrográficas e a prestação de serviços ecossistêmicos como a armazenamento e a captura de dióxido de carbono.

 “Para que o sistema nacional de monitoramento de florestas seja sustentável ele deve contar com a participação ativa de todos os atores do setor, como parte do compromisso do país para enfrentar os efeitos adversos das mudanças climáticas”, ressaltou a chefe da Unidade de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente do Panamá, Rosilena Lindo.

Em abril, o Panamá apresentou à Convenção Marco das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, contribuições nacionalmente determinadas ante a mitigação das mudanças climáticas: o país espera aumentar a capacidade de absorção do setor florestal em 10%, com a possibilidade de um aumento de até 80% caso receba o apoio financeiro internacional necessário.

Para alcançar esse objetivo, o Panamá promove a reflorestação, o manejo e a restauração de ecossistemas e o monitoramento florestal comunitário.

A FAO apoia esses esforços por meio de uma das três prioridades regionais - a iniciativa que foca no manejo sustentável dos recursos naturais, a adaptação às mudanças climáticas e a gestão de risco de desastres na América Latina e Caribe que buscam ajudar aos países a erradicar a fome, a má-nutrição e a pobreza. 

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