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Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe

Iniciativa Regional 3 (IR3)

A erradicação da fome na América Latina e no Caribe requer uma mudança de paradigma: a região deve adotar um modelo agrícola totalmente sustentável que proteja seus recursos naturais, gere desenvolvimento socioeconômico igualitário e permita adaptar-se às mudanças climáticas e enfrentar a frequência cada vez maior dos desastres naturais.
A prioridade regional Uso sustentável de recursos naturais, adaptação às mudanças climática e gestão de riscos de desastres, promove ações que apoiam a transição para o desenvolvimento sustentável do setor agrícola, da pesca e dos bosques, a partir de uma perspectiva socioeconômica e ambiental, fortalecendo a segurança alimentar e nutricional em face dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

IR3 – Uso sustentável dos recursos naturais, adaptação às mudanças climáticas e gestão de riscos de desastres

Uma agricultura totalmente sustentável que conversa os recursos naturais

A América Latina e o Caribe devem realizar uma transição para uma agricultura, pesca e gestão florestal totalmente sustentável se quiser erradicar a fome e preservar os recursos naturais que sustentam sua segurança alimentar.

É uma das regiões mais ricas do mundo em termos de recursos naturais. Com somente 8% da população mundial, possui 23% das terras potencialmente cultiváveis, recebe 29% das precipitações do planeta e possui sete dos 25 lugares do mundo com as maiores concentrações de espécies endêmicas.

Entretanto, a rápida exploração de recursos ameaça a própria base da segurança alimentar regional, a riqueza que tem permitido a região dar um salto à frente para a erradicação da fome e da pobreza.

A agricultura sustentável que a FAO propõe para a região conserva a terra, a água e os recursos genéticos vegetais e animais, não degrada o ambiente e, também, é tecnicamente apropriada, economicamente viável e socialmente inclusiva e equitativa. Garante a segurança alimentar e a diversidade alimentar e gera bens e serviços ambientais vitais.

Enfrentar as mudanças climáticas, os desastres naturais, as pragas e doenças.

As mudanças climáticas já não são uma ameaça, mas uma realidade e, acabar com a fome na América Latina e no Caribe requer adaptar-se aos seus efeitos e mitigar suas consequências, entre elas a frequência cada vez maior de desastres e eventos climáticos extremos.

Entre 2013 e 2014, o custo dos desastres ocasionados pelos fenômenos naturais na América Latina e no Caribe alcançou 34 milhões de dólares, um quarto das perdas mundiais, afetando 67 milhões de pessoas.

Um terço da população regional vive em zonas altamente expostas a ameaças e, segundo o Índice de risco climático mundial, três dos cincos países com maior risco estão na América Latina e no Caribe: Honduras, Haiti e Nicarágua.

O setor agrícola é um dos setores mais vulneráveis aos desastres e, particularmente, a eventos climáticos. Estima-se que, entre 2003 e 2013, 13% das perdas e danos causados por desastres nos países em desenvolvimento afetaram o setor agrícola.

Outro fator importante a ser considerado são as crises da cadeia alimentar ocasionadas por epidemias e doenças transfronteiriças de animais e plantas que podem diminuir o fornecimento de alimentos e o comércio regional de alimentos.

Com a adequada redução do risco e das políticas agroambientais necessárias para enfrentar as mudanças climáticas, os países da América Latina e do Caribe podem fortalecer sua segurança alimentar, construir sistemas agrícolas resilientes e melhorar a capacidade de milhões de pessoas para enfrentar estas ameaças.

A iniciativa regional está trabalhando com os países para elaborar políticas agroambientais, apoiar o processo de formulação de uma estratégia regional de Gestão de Risco de Desastres no âmbito da CELAC e fortalecer os sistemas de controle de pragas e de doenças agropecuárias.

Principais resultados

  • Fortalecidas as instituições e políticas de uso sustentável dos recursos naturais, adaptação às mudanças climáticas e gestão de riscos de desastres com foco na segurança alimentar e nutricional.
  • Redução da degradação dos recursos naturais necessários para a produção de alimentos.
  • Fortalecida a segurança alimentar e nutricional pela redução do impacto das mudanças climáticas e sistemas produtivos agropecuários mais resistentes.
  • Maior cooperação entre os países para enfrentar os riscos de desastres que afetam sua segurança alimentar e nutricional.

Ações ao longo da região

No âmbito nacional, a Iniciativa trabalhará com ênfase em 15 países prioritários: Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, San Vicente e Granadinas, Suriname, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Honduras, República Dominicana, Belize, Bolívia, Colômbia e Paraguai.

As principais ações nestes países serão o fortalecimento dos planos nacionais a gestão de risco, a adaptação dos agricultores familiares às mudanças climáticas e o fortalecimento dos sistemas de informação agroclimática e de preços. Além disso, a Iniciativa melhorará as capacidades institucionais para promover a resiliência, apoiando processos de recuperação de áreas degradadas.

Caribe

A FAO promoverá a implementação da Iniciativa sobre o Crescimento Azul da FAO, e as ações previstas na SAMOA Pathway referentes ao uso sustentável dos recursos naturais, a agricultura climaticamente inteligente e o fortalecimento de sistemas de alerta precoce de catástrofes.

América Central

A FAO vai impulsar o fortalecimento da resiliência no Corredor Seco Centro-americano, promovendo o intercâmbio de experiências entre os países da região e, fora dela, o estabelecimento de um sistema de alerta precoce para a seca, e a otimização do manejo integrado e sustentável da água e dos solos. Serão trabalhados mecanismos financeiros de transferência de risco para os agricultores familiares, com seguros e fundos mútuos de contingência, entre outros.

América do Sul

A FAO trabalhará com os países para promover o manejo sustentável dos recursos naturais, a gestão de risco de desastre no setor agropecuário por meio de mecanismos de Cooperação Sul-Sul e o fortalecimento dos sistemas de extensão rural para a adaptação dos agricultores familiares às mudanças climáticas.

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