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Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe

#Mulheres Rurais, mulheres com direitos

#Mulheres Rurais, mulheres com direitos tem como referência as reflexões que resultaram da Conferência de Mulheres Rurais da América Latina Caribe, da XIII Conferência Regional da Mulher, assim como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, ainda, a experiência de duas campanhas nacionais realizadas no Brasil e Argentina, em 2015, e duas regionais realizadas em 2016 e 2017.

Em sua edição 2018, a campanha começa em março e finaliza em dezembro, promovendo ações tanto em redes sociais (online) como nos territórios rurais e espaços de diálogo de políticas (offline).

A campanha é uma iniciativa de trabalho colaborativo que durante 2018 unirá esforços, articulará redes, identificará desafios e divulgará experiências e conhecimentos sobre o empoderamento e a autonomia plena das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes da América Latina e Caribe.

Sobre a campanha

Criando redes colaborativas para visibilizar resultados e desafios

Criando redes colaborativas para visibilizar resultados e desafios

O componente online da campanha permitirá dinamizar informação e conteúdos para visibilizar tanto resultados como desafios e prioridades de governos, sociedade civil, academia e setor privado, a respeito da situação atual das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

Este componente tambiém permitirá articular redes colaborativas e dar voz a às próprias mulheres. Além disso, por sua natureza de código aberto, a campanha possibilitará a qualquer instância relacionada com o empoderamento das mulheres rurais se somar à iniciativa e criar seus próprios conteúdos e materiais, de acordo com seus respectivos contextos.

Por outro lado, a campanha buscará gerar mecanismos efetivos de participação das mulheres rurais e suas organizações, do nível territorial aos foros nacionais de discussão e espaços internacionais de diálogo sobre políticas.

O componente offline da campanha permite acompanhar instâncias de incidência política onde os países da região priorizam a igualdade de gênero como um elemento fundamental em suas estratégias de desenvolvimento rural sustentável.

Quatro temas principais

Quatro temas principais

 

A campanha conta com quatro áreas temáticas prioritárias para a mobilização de informação e a articulação das redes de trabalho:

a. Importância das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes na produção sustentável de alimentos suficientes, saudáveis e nutritivos.

b. Acesso das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes a recursos produtivos e sistemas de inovação.

c. Empoderamento das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

d. Eliminação da violência de gênero no mundo rural.

Para realizar as ações de empoderamento das mulheres indígenas, os organizadores fizeram uma aliança com a Campanha global Mulheres indígenas: Torná-las visíveis, empoderá-las, uma iniciativa promovida pela FAO, Fórum Internacional das Mulheres Indígenas (FIMI) e Agência de Notícias de Mulheres Indígenas e Afrodescendientes (NOTIMIA).

Mulheres: aliadas ignoradas na luta contra a fome e a pobreza rural

Mulheres: aliadas ignoradas na luta contra a fome e a pobreza rural

 

Ainda que as mulheres rurais tenham uma participação significativa nas economias locais, seu trabajo muitas vezes é invisibilizado nas pesquisas e nos censos nacionais e agropecuários, assim como em suas próprias comunidades.

Além disso, as mulheres recebem uma dupla carga de trabalho, sendo responsáveis pelo trabalho não remunerado, como a educação de crianças, o cuidado de crianças e adultos, a alimentação ou o fornecimento de água e lenha.

Um dos grandes problemas enfrentados pelas mulheres rurais é a falta de autonomia: são vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades para gerar renda própria e contam com uma escassa participação na tomada de decisões que afetam suas vidas e comunidades.

As mulheres rurais tambiém têm um menor acesso aos recursos e serviços produtivos como terra, água, crédito e capacitação. No caso das mulheres indígenas e afrodescendentes rurais, a situação é ainda mais injusta.

Estimativas da FAO em 2011 demostraram que se as mulheres nas zonas rurais tivessem o mesmo acesso que os homens à terra, tecnología, serviços financeiros, educação e mercados, seria possível aumentar a produção agrícola e reduzir entre 100 e 150 milhões o número de personas com fome ao redor do mundo.

Os países da América Latina e Caribe têm o desafio de reduzir as desigualdades de gênero no mundo rural e considerar as mujeres como aliadas estratégicas para alcançar a fome zero e o desenvolvimento rural sustentável.

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