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Director General  José Graziano da Silva

Mudança do clima e desenvolvimento sustentável no horizonte da CPLP

Diretor-Geral da FAO aponta prioridades para a Comunidade em evento comemorativo dos 20 anos

Roma, 20 de julho de 2016 - Em almoço comemorativo pelos 20 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com os Embaixadores lusófonos, em Roma, o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, afirmou que as mudanças climáticas e a agenda do desenvolvimento sustentável devem pautar a relação entre a Organização e a CPLP pelas próximas duas décadas.

“Muitos dos países da CPLP foram afetados pelo fenômeno do El Niño, como o Brasil, Moçambique e Timor-Leste. A abordagem do apoio da FAO a esses países não se concentra apenas em salvar vidas, mas também em preservar a lavoura, a pecuária, enfim os bens produtivos que são afetados com a seca torrencial”, afirmou o Diretor-Geral, enfatizando, ainda, que os prováveis impactos do La Niña, fenômeno que deverá atingir o planeta a partir do segundo semestre, deverá trazer inundações, em oposição às secas provocadas pelo El Niño.

Segundo Graziano da Silva, a FAO tem apoiado diversas iniciativas de cooperação no âmbito da lusofonia, como o PAA África (programa de compras de produção de pequenos agricultores por governos, inspirado no modelo brasileiro) e o Fundo Fiduciário de Solidariedade Africana, cujo aporte tem sido estimulado por alguns países do bloco, como a Guiné Equatorial.

“A Cooperação Sul-Sul, que é amplamente apoiada pela FAO e dinamizada em várias de nossas atividades, está no núcleo central da CPLP. Estamos prontos para trabalhar juntos nessa área, ainda mais intensamente, pelos próximos anos”, afirmou o Diretor-Geral.

Graziano da Silva enfatizou, no entanto, ainda haver áreas em que a cooperação pode ser intensificada – como a pesca ilegal.

“Todos os países da CPLP são costeiros, mas apenas três deles (Cabo Verde, Moçambique e Portugal) ratiticaram o Acordo do Estado Reitor dos Portos. Como se sabe, a pesca ilegal é uma questão sensível e afeta todos os países. Vamos apoiar uma política única da CPLP neste sentido”, afirmou.

Presidência pro-tempore.

Em relação aos temas da FAO,o Brasil, que assumirá a presidência pro-tempore da CPLP a partir do segundo semestre, deverá priorizar a consolidação dos Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSANs), insituídos durante a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, em Maputo, há quatro anos.

“Consolidar a instituição dos Conselhos será fundamental para a agenda da CPLP, especialmente no contexto da Década da Nutrição recentemente aprovada na Assembleia-Geral da ONU”, afirmou a Representante Permanente do Brasil junto à FAO, Embaixadora Maria Laura da Rocha.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi criada em 1996 e, atualmente, conta com nove membros plenos (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) e seis estados associados (Maurício, Senegal, Geórgia, Japão, Namíbia e Turquia). A cooperação, a concertação política e a promoção da língua portuguesa são os eixos fundamentais da Comunidade.

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