Lançamento do Ano Internacional da Agricultura Familiar 2014

Famílias compartilham tudo. Compartilham o espaço onde moram e as refeições. Compartilham anseios, sonhos, sucessos e fracassos.
Em todo o mundo desenvolvido e em desenvolvimento, as famílias de agricultores também colhem os benefícios de compartilhar o trabalho..
De fato, com mais de 500 milhões de agricultores familiares no mundo, essa é a forma de agricultura predominante e está intimamente ligada à segurança alimentar mundial.

Idealmente, homens e mulheres deveriam ter o acesso e o apoio necessários para administrar e conduzir as atividades rurais de produção de alimentos, com os filhos assumindo tarefas apropriadas às suas idades, depois de estudar e brincar.

Como famílias de agricultores, eles desempenham um papel central na garantia da sustentabilidade ambiental e na preservação da biodiversidade. Eles estão inseridos em redes territoriais e culturas locais e movimentam a economia local gastando sua renda principalmente nos mercados locais e regionais.

Porém, mais de 70% da população que sofre com a insegurança alimentar são compostos de agricultores familiares nas áreas rurais da África, Ásia, América Latina e do Oriente Médio. Eles não alcançam todo seu potencial produtivo porque lhes falta acesso aos recursos naturais, ao crédito, a políticas públicas e a tecnologias necessárias.

É por isso que 2014 foi declarado o Ano Internacional da Agricultura Familiar. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura foi convidada para facilitar sua implementação, em colaboração com governos, agências internacionais de desenvolvimento, organizações de agricultores e outras organizações relevantes do sistema das Nações Unidas, bem como organizações não governamentais. Com as políticas agrícolas, ambientais e sociais corretas, a agricultura familiar pode dar uma importante contribuição para a erradicação da fome e da pobreza e, ao mesmo tempo, proteger o ambiente e alcançar o desenvolvimento sustentável.