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FAO in Mozambique

Lançado novo projecto florestal na província da Zambézia para beneficiar comunidades locais

O projecto dá uma atenção especial ao papel das mulheres na tomada de decisão
05/03/2019

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em parceria com a Direcção Nacional de Florestas (DINAF), realizou hoje o lançamento de um novo projecto florestal na Província da Zambézia (Pagamento por Serviços Ambientais para apoiar a Conservação Florestal e os Meios de Vida Sustentáveis), uma iniciativa financiada pelo Fundo Global para o Ambiente-GEF em 3.6 milhões USD.

O projecto tem o objectivo de promover a conservação da biodiversidade e mitigar o impacto das mudanças climáticas nos ecossistemas florestais de miombo; aumentando a capacidade de gestão dos recursos naturais e introduzindo métodos inovadores.

Para além destes objectivos, o projecto pretende apoiar o Governo na melhoria do mecanismo de canalização de receitas de florestas e fauna bravia, tornando os pagamentos condicionados ao desempenho ambiental das comunidades, com uma atenção especial ao papel das mulheres dessas comunidades na tomada de decisões.

O projecto será operacionalizado em 7 distritos (Pebane, Gilé, Ile, Alto Molócue, Maganja da Costa, Mocubela, Mulevala), cobrindo uma área total de quase 4 milhões de hectares, dos quais 2,1 milhões de hectares são de floresta.

Falando durante a cerimónia de lançamento, o Coordenador do Projecto da FAO, Frank Beernaert considerou que a inovação, expansão e sustentabilidade são as prioridades na implemetação do novo projecto. "Muitos projectos falham por causa de falta de seguimento de actividades economicamente viáveis com ligação ao mercado. O projecto irá iniciar em 2 distritos piloto (Maganja da Costa e Alto Molocué) com expansão para os restantes distritos depois de um ano", afirmou.

Por sua vez, o Director Nacional de Florestas, Xavier Sakambuera Sailors, afirmou que "este projecto vai reforçar os comités de gestão dos recursos naturais, apoiar as comunidades a implementar actividades que geram renda, através das associações comunitárias, usando os valores que estas recebem para melhorar a qualidade de vida das pessoas. "

O Director considera "imperioso o desenvolvimento da capacidade das comunidades beneficiárias para melhorar a transparência e gestão das receitas, dando prioridade ao papel da mulher na tomada de decisão."

Pretende-se também apoiar pelo menos 26 comités e comunidades de gestão de recursos naturais no aumento do nível de vida, representando um total de cerca de 150.000 habitantes rurais (12,5% da população da área do projecto).

Participaram do evento de dois dias (4-5 de Março) representantes do Governo da província, Governo distrital, parceiros de cooperação, Organizações Não Governamentais, empresários do sector privado e membros da Sociedade Civil.