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A UE e FAO vão ajudar seis países a alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio contra a fome

Um trabalho conjunto para garantir uma melhor nutrição a dois milhões de pessoas

Foto: ©FAO/Gianluca Guercia
A UE e a FAO centram-se no desenvolvimento agrícola para acelerar o cumprimento da meta internacional de reduzir a fome

Bruxelas/Roma, 25 de setembro de 2013 - A menos de dois anos do fim prazo para alcançar as metas internacionais de desenvolvimento, a União Europeia (UE) e da FAO intensificam os seus esforços para reduzir a fome no mundo, abrangendo dois milhões de pessoas em seis países através de atividades de desenvolvimento agrícola no valor de cerca de 60 milhões de euros.

O financiamento vem de uma iniciativa da União Europeia de mil milhões de euros, que visa acelerar os progressos em direção aos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

"Tão perto do fim do prazo, e quando ainda há tanto para fazer, este importante investimento na agricultura vai permitir à FAO reforçar os seus esforços para erradicar a fome e fazer ainda mais para ajudar os países a reduzirem para metade a percentagem da população que sofre de fome até 2015", afirmou o Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva, num evento dedicado aos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, durante a Assembleia Geral da ONU.

"Parece-me inaceitável que no século XXI cerca de 870 milhões de pessoas ainda sofram com a fome e que a subnutrição seja a causa de mais de 3 milhões de mortes de crianças todos os anos. Este financiamento reforça o nosso compromisso em intensificar o nosso trabalho contra a fome e para alcançar os ODM", afirmou o Membro da Comissão Europeia Responsável pelo Desenvolvimento, Andris Piebalgs.

Sob a iniciativa ODM, a UE e a FAO vão centrar-se no desenvolvimento agrícola dos pequenos agricultores e das suas famílias, num esforço dirigido a dois milhões de pessoas em seis países.

A iniciativa promove parcerias fortes com as agências da ONU, governos e sociedade civil, para garantir que os objetivos fundamentais, tais como a melhoria da nutrição e o apoio às políticas agrícolas, possam ser alcançados.

Desenvolvimento agrícola e melhor nutrição

No Burundi, as atividades vão focar-se na produção e transformação de produtos alimentares, tais como a mandioca e o milho, bem como em culturas de rendimento, como o óleo de palma e o chá. Esta operação de quatro anos financiada com 2,1 milhões de euros vai beneficiar cerca de 25 mil pessoas.

Promover a produção e a comercialização de culturas básicas, como o sorgo e o milho painço, assim como dos vegetais e dos produtos florestais, como os baobás, é o objetivo do programa no Burkina Faso, com um financiamento de 16 milhões de euros, que vai procurar melhorar as condições de vida de mais de 500 mil pessoas.

Na Gâmbia, a FAO e a UE vão ajudar os agricultores no cultivo de vegetais e no desenvolvimento das suas capacidades para os vender no mercado. Estima-se que 70 mil pessoas sejam beneficiadas com um programa de 4 milhões de euros que decorrerá ao longo de três anos.

No Haiti, estão a ser formados agricultores de forma a aumentarem a sua produção de amendoim e peixe, como parte de um programa de 4 milhões de euros que vai abranger cerca de 12 mil pessoas em três anos. Neste contexto, os agricultores também vão aprender como se desenvolvem pequenas agroindústrias.

No Madagáscar, um programa de 12,5 milhões de euros, que vai beneficiar 750 mil pessoas, visa proporcionar aos pequenos agricultores sementes de arroz, coco e batata-doce de qualidade e ajudar na criação de pequenos negócios. Vai também reabilitar infraestruturas de irrigação e reduzir as perdas pós-colheita através da melhoria das instalações de armazenamento.

Em Moçambique, um programa de cinco anos e 19 milhões de euros vai procurar aumentar a produção agrícola, melhorar o acesso dos agricultores aos mercados e melhorar a sua nutrição através de uma série de atividades que vão desde a oferta de sementes e fertilizantes de qualidade, à formação nas áreas da saúde, higiene e nutrição.

Recuperar a importância da agricultura

A União Europeia é um dos doadores mais fiéis e generosos da FAO. Recentemente, a FAO reconheceu este importante papel com a implementação da "Facilidade Alimentar da UE", uma iniciativa de mil milhões de euros de resposta à crise dos preços dos alimentos em 2008-2011, parcialmente implementado em conjunto com a FAO. O mecanismo resultou na melhoria das condições de vida de 59 milhões de pessoas em 50 países.

Ao promover a agricultura como uma solução para a crise, a UE desempenhou um papel importante em trazer a agricultura e a segurança alimentar para o topo da agenda internacional para o desenvolvimento, como pontos essenciais para o crescimento e desenvolvimento em muitos países.

A UE comprometeu-se recentemente a investir 3.5 mil milhões de euros entre 2014 e 2020 na promoção da resiliência de longo prazo entre os mais vulneráveis, combatendo as causas profundas da fome e da pobreza e melhorando a nutrição em alguns dos países mais pobres do mundo.