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O Director-Geral da FAO pede aos países lusófonos a manter a luta contra a fome e a má nutrição ao mais alto nível da agenda política

A Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) reconhece o trabalho da FAO e a gestão de Graziano da Silva à frente da organização

18 de julho de 2018, Ilha do Sal, Cabo Verde – O Director-Geral da FAO instou hoje os Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) a manter a luta contra a fome e a má nutrição ao mais alto nível das agendas políticas nacionais e manter, ao mesmo tempo, o combate contra a epidemia da obesidade e do sobrepeso que atinge tanto os países desenvolvidos como os em vias de desenvolvimento.

Graziano da Silva também pediu aos líderes reunidos em Cabo Verde para redobrar os esforços para promover uma melhor adaptação dos sectores agrícolas ao impacto das alterações climáticas, que afecta especialmente os agricultores familiares.

Na sua intervenção, Graziano da Silva agradeceu aos países lusófonos o apoio ao trabalho da FAO e à sua gestão à frente da organização durante os últimos 7 anos, como ficou reflectido na declaração aprovada hoje pela CPLP.

“Juntos, já fizemos muito em prol da segurança alimentar e nutritional no âmbito da CPLP”, afirmou Graziano da Silva, que incentivou os países a “seguirem firme na implementação da Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional, bem como na consecução dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”.

“Os recursos empregados pela FAO têm sido importantes, por exemplo, para levar crédito e outros recursos a milhares de agricultores familiares em Moçambique, para combater os efeitos da seca em Cabo Verde, para aumentar a resiliência de comunidades que vivem da pesca São Tomé e Principe ou para dinamizar a produção de arroz da Guiné Bissau”, explicou, destacando que o financiamento foi possível, em parte, graças ao apoio do Brasil através dos mecanismos da Cooperação Sul-Sul impulsionado pela FAO.

Desde 2012 FAO alocou mais de 163 milhões de dólares americanos para projectos em países da CPLP.

Destacou ainda que, com recursos da Guiné Equatorial e Angola, a FAO coordenou em 2013 a criação do Fundo Fiduciário de Solidadaridade com África para melhorar a agricultura e a segurança alimentar no continente.  “E apoiamos o lançamento do Plano de Ação do Desafio Fome Zero no Timor Leste, ao tempo em que lançávamos a Campanha Juntos contra a Fome na CPLP”, anotou.

Impulsionar os Conselhos Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional

Como tinha adiantado na segunda-feira no Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSAN-CPLP), Graziano da Silva reiterou a importância dos Conselhos Nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional, sendo que sete dos 9 países da CPLP já têm os seus Conselhos, e apelou para que as reuniões regulares sejam realizadas sempre à margem da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo como aconteceu esta semana.

O Diretor-Geral da FAO felicitou o país anfitrião da cimeira pela recente aprovação da lei que garante o direito à alimentação adequada, marco que qualificou como um grande exemplo, tanto para os outros países da CPLP como para o resto do comunidade internacional.

Photo: ©FAO
Director-Geral da FAO a discursar na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Cabo Verde.

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