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Filipinas: agricultura e pescas fortemente atingidas pelo tufão Haiyan

Meios de subsistência e segurança alimentar em risco – FAO precisa de 24 milhões de dólares para resposta de emergência

Foto: ©REUTERS/Erik De Castro
Na costa, a tempestade varreu comunidades pesqueiras inteiras.

Roma, 12 de novembro de 2013 - A FAO está a mobilizar apoio para as Filipinas após a passagem do tufão Haiyan que varreu o país, causando graves prejuízos nos sectores da pesca e da agricultura, para além da elevada perda de vidas humanas.

"Quero expressar a solidariedade da FAO, e a minha pessoal, para com o povo e o Governo das Filipinas", afirmou hoje o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva.

"O super-tufão Haiyan já custou milhares de vidas e deixou um rastro de destruição. A devastação no país - incluindo nos sectores agrícola, pesqueiro e florestal - ameaça as vidas e os meios de subsistência de um grande número de pessoas e pode ter um grande impacto sobre a cadeia e segurança alimentares."

A FAO fará tudo o que for possível para ajudar o Governo das Filipinas no processo de reconstrução e melhoraria da resiliência, indicou Graziano da Silva.

A FAO solicitou 24 milhões de dólares para intervenções imediatas nas pescas e na agricultura, no âmbito de um apelo humanitário da ONU lançado hoje.

A Organização já mobilizou mais de um milhão de dólares dos seus próprios recursos.

Prejuízos incalculáveis

"Ainda não sabemos exatamente a extensão do impacto na agricultura, mas os prejuízos são, sem dúvida, significativos", afirmou Dominique Burgeon, Diretor da Divisão de Operações de Emergência e Reabilitação da FAO.

O tufão atingiu o país precisamente no início da principal temporada de cultivo de arroz e a FAO estima que mais de um milhão de agricultores tenham sido afetados e centenas de milhares de hectares de arroz destruídos.

Esperam-se também prejuízos sérios sobre a produção de cocos nas áreas afetadas, além da destruição em larga escala de instalações de armazenamento e de infraestruturas rurais.

Na costa, a tempestade varreu comunidades pesqueiras inteiras, destruindo barcos e equipamentos.

Esforços de reabilitação

Como parte da resposta imediata da FAO, a Organização já enviou pessoal de resposta a emergências e vai utilizar os fundos já mobilizados para cobrir as necessidades imediatas, como sementes e fertilizantes.

Será necessário um valor inicial de 24 milhões de dólares para implementar as atividades de emergência e reabilitação, incluindo a reabilitação de instalações de armazenamento e rega e o apoio às comunidades pesqueiras.

A Organização vai realizar uma avaliação completa dos prejuízos causados na agricultura e nas pescas, logo que a situação no terreno o permita.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (ACNUR), cerca de 9,5 milhões de pessoas foram afetadas pelo tufão.