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FAO in Portugal

FAO lança publicação para a integração de políticas de alimentação e planeamento urbano

18/03/2019

A FAO lançou neste mês uma publicação para integrar políticas de alimentação e nutrição ao planeamento urbano.  O documento reúne exemplos de boas práticas na redução do desperdício, na promoção de dietas saudáveis e no fortalecimento das cadeias locais de produção.

“Precisamos engajar-nos com as cidades porque é nelas onde cada vez mais pessoas vivem, comem e trabalham e onde precisamos implementar localmente compromissos globais”, afirmou o Director Geral da FAO, José Graziano da Silva, durante o evento de divulgação do documento, em Roma.

Atualmente, pelo menos 55% da população mundial vive em áreas urbanas, uma proporção que deve aumentar para pelo menos 65% até 2050. Quase 80% de todos os alimentos produzidos no mundo são consumidos em cidades.

Na avaliação da FAO, a urbanização está a criar desafios sem precedentes para garantir que todos tenham acesso à comida, mantendo uma alimentação equilibrada e preservando os recursos naturais e a biodiversidade do planeta. Assim, incorporar a comida e a alimentação nutritiva como componentes chaves do planeamento urbano é fundamental para alcançar o desenvolvimento sustentável, incluindo a Fome Zero e dietas saudáveis ​​para todos, acrescentou José Graziano da Silva.

O Diretor Geral observou ainda que as áreas urbanas são também as locais onde as leis e regulamentos são produzidos. “É aí que a regulação dos sistemas alimentares é definida e é por isso que a FAO está a trabalhar com as cidades cada vez mais”, disse o dirigente. “Em vez de considerarmos a urbanização e a transformação rural como processos separados, devemos aproveitar esta oportunidade para romper a divisão rural-urbana.”

A publicação da FAO para a agenda urbana de alimentação também traz orientações sobre uma abordagem para garantir o desenvolvimento sustentável e aborda como é possível fortalecer sistemas alimentares gerando empregos, consolidando cadeias de valor locais e reduzindo perdas de comida. Além disso, o documento também discute práticas como o encurtamento das cadeias de abastecimento, incluindo o fornecimento público de alimentos, negócios inovadores, bio-economia sustentável e promoção da alimentação saudável e com menor pegada ambiental.

A publicação pode ser lida na íntegra, em inglês, aqui.