O Programa de Análise Socio-económica e de Género

para a incorporação da perspectiva de género nos processos de desenvolvimento

O Programa de Análise socio-económica e de género (ASEG) foi concebido em 1993 como instrumento de apoio na incorporação das questões de género nos processos de desenvolvimento. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) deram inicio ao desenvolvimento do pacote ASEG.






Objectivo
Para aumentar os conhecimentos e a sensibilidade com respeito pelos assuntos de género e também para reforçar a capacidade dos especialistas de desenvolvimento de incluir as considerações sócio-económicas e as análises de género no planeamento do desenvolvimento.

Meta
Incorporar a analise socioeconómica e de género nas políticas, programas e projetos de desenvolvimento para assegurar que as necessidades e prioridades de homens e mulheres sejam levadas em conta.

Princípios guia

  • Os papéis e as relações de género são de importância fundamental.
  • As pessoas e grupos menos favorecidos deveriam ser uma prioridade nas iniciativas de desenvolvimento.
  • A participação de todas as partes interessadas é essencial para atingir o desenvolvimento sustentável.

Abordagem

ASEG enfatiza os factores sócio-culturais, económicos, demográficos, políticos, institucionais e ambientais que determinam o resultado das iniciativas de desenvolvimento e as relações entre eles numa perspectiva de género. Além disso, ASEG examina estes factores em três níveis de análise: macro (programas e políticas), intermédio (instituições) e de campo (comunidades, agregados familiares e indivíduos).

ASEG, na sua visão holística do desenvolvimento, prevê uma abordagem que procura:
  • a compreensão dos papeis e relações de género,
  • a compreensão dos factores sócio-económicos que determinam os processos de desenvolvimento,
  • levar em conta e apoiar as pessoas e grupos menos favorecidos,
  • assegurar a participação ativa de todas as pessoas o partes interessadas,
  • identificar as relações entre todas as pessoas o partes interessadas,
  • fazer abordagens a partir da base nas iniciativas de desenvolvimento,
  • promover um processo participativo no planeamento e implementação das políticas e atividades de desenvolvimento,
  • facilitar a criação de uma rede de contatos entre os profissionais do desenvolvimento que promova troca de experiéncias.

Como funciona ASEG?

  • Publicando materiais, actualizando seus manuais (Nível de trabalho de Campo / Intermédio / Macro) e guias e preparando guias técnicos novos;
  • Levando suas publicações até os profissionais do desenvolvimento;
  • Organizando ateliers ASEG e formando capacitadores em todo o mundo;
  • Colaborando com outros projetos e programas dentro da FAO e com outras organizações na aplicação de análise socioeconómica e de género;
  • Estabelecendo uma rede de especialistas de desenvolvimento sensibilizados na análise socioeconómica e de género para trocar ideias e experiéncias na integração da perspectiva de género nas estratégias de desenvolvimento.

Publicações ASEG

As publicações ASEG oferecem ferramentas práticas e metodologias para a integração da análise sócio-económica e de género em vários níveis e em diferentes áreas técnicas.
Assim, dispomos do seguinte material de apoio:

  1. «O Marco conceptual e de referência para os utentes» - Dá uma visão geral da abordagem ASEG e uma elaboração dos seus princípios.
  2. «Manuais do Trabalho de Campo, Intermédio e Macro» - Os três manuais fornecem informação prática na implementação da análise sócio-económica e de género aos níveis respectivos. Cada Manual apresenta estudos de caso e ferramentas para a colheita, análise e uso da informação. Cada Manual oferece também metodologias para integração dos resultados das pesquisas nas políticas e na identificação e formulação de projectos.
  3. Materiais de formação - Dão sugestões práticas para a preparação de ateliers e oferecem um conjunto de exercícios práticos para serem usados nas acções de formação.
  4. Os guias - São documentos temáticos e sectoriais cujos conteúdos têm incorporada a análise sócio-económica e de género. Por exemplo, o «Guia Sectorial ASEG em Irrigação» combina conceitos e práticas de irrigação com elementos e instrumentos da análise sócio-económica e de género. A ênfase está em «por que» e «como» planear actividades de maneira participativa. Os guias usam exemplos reais e estudos de caso para ilustrar assuntos relevantes e oferecem conceitos e ferramentas para o seu uso prático.
  5. «Pacote ASEG» - Estes documentos ilustram brevemente o que é a ASEG e como funciona.
Público alvo

A ASEG destina-se a três grupos de trabalhadores na área do desenvolvimento

  1. Os profissionais do desenvolvimento nas comunidades rurais Os profissionais do desenvolvimento nas comunidades rurais - Extensionistas, trabalhadores de campo governamentais e não governamentais, consultores de desenvolvimento dos sectores privado e público e líderes das comunidades, dos grupos locais e das instituições. O "«Manual do Trabalho de Campo ASEG» ajuda estes agentes a trabalharem directamente com as comunidades locais na identificação participada das necessidades e prioridades locais de homens e mulheres dos diferentes grupos sócio-económicos.
  2. Os planeadores - Técnicos do desenvolvimento nas instituições públicas e do sector privado. O «Manual Intermédio ASEG» apoia a identificação e a análise das ligações entre os níveis macro e de campo, aliás, ajuda à avaliação e à identificação de mecanismos de incorporação da perspectiva de género nas instituições.
  3. Os responsáveis por políticas - Aqueles que trabalham nos níveis nacionais e internacionais; funcionários dos ministérios, dirigentes de agências e de instituições privadas com responsabilidade de elaboração de políticas nacionais e internacionais. O «Manual Macro ASEG» não facilita apenas a incorporação da perspectiva de género nos programas e políticas como os outros «Manuais ASEG» pois dá também um marco conceptual, métodos e ferramentas que apoiam o planeamento participativo do desenvolvimento.