FAO no Brasil

FAO e países da AL & Caribe reforçam multilateralismo para acelerar transformação dos sistemas agroalimentares

Crédito: FAO/Max Valencia
06/03/2026

Durante a LARC39, os países da Região definiram prioridades voltadas à erradicação da fome, ao fortalecimento da resiliência climática e à mobilização de investimentos para transformar os sistemas agroalimentares.

 

6 de março de 2026, Brasília – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) concluiu o 39º período de sessões da Conferência Regional para a América Latina e o Caribe (LARC39), que reuniu em Brasília representantes dos países da região para definir prioridades e orientações estratégicas que guiarão o trabalho da Organização durante o biênio 2026–2027. 

Durante cinco dias de deliberações, os Países-Membros examinaram os principais desafios enfrentados pelos sistemas agroalimentares da América Latina e do Caribe, incluindo a persistência da fome e da má nutrição em todas as suas formas, a crescente vulnerabilidade frente às mudanças climáticas, a pressão sobre recursos naturais como água, solos e florestas, e a necessidade de ampliar o investimento público e privado no setor. 

“Permitam-me reiterar o compromisso da FAO. Continuaremos trabalhando com os Estados Membros na implementação das prioridades aqui definidas: fortalecer a segurança alimentar e nutricional; promover políticas baseadas em evidências; mobilizar investimentos; impulsionar a inovação tecnológica e digital; reforçar a resiliência diante de crises; e apoiar a construção de sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis”, afirmou o Subdiretor-Geral e Representante Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Rene Orellana Halkyer. 

Como resultado da Conferência, os países adotaram por consenso um relatório final que estabelece um roteiro regional para avançar rumo a sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis.

Entre as principais mensagens da LARC39 destacou-se a necessidade de redobrar os esforços para erradicar a fome na Região, aproveitando seu amplo potencial produtivo e seu papel estratégico na segurança alimentar global. Os debates também ressaltaram a importância de fortalecer políticas públicas baseadas em evidências científicas, promover a inovação tecnológica e digital e acelerar a adoção de práticas sustentáveis que permitam enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

Da mesma forma, a Conferência ressaltou o papel fundamental da ação climática, da gestão sustentável dos recursos naturais e da abordagem de Uma Só Saúde (One Health) para garantir a segurança alimentar e nutricional das populações.

Os países concordaram que a mobilização de investimentos será fundamental para avançar nessa agenda, o que exigirá fortalecer alianças estratégicas e reduzir as lacunas de financiamento que limitam a transformação dos sistemas agroalimentares.

Em um contexto global marcado por múltiplas crises, os Países-Membros também reafirmaram a importância da cooperação regional, da cooperação Sul–Sul e do multilateralismo como ferramentas essenciais para enfrentar desafios compartilhados e acelerar o desenvolvimento sustentável.

A Conferência contou com ampla participação regional e internacional. Ao todo, participaram 512 pessoas de 32 Estados Membros, incluindo um chefe de Estado, 42 ministros, vice-ministros e secretários permanentes, 22 embaixadores, além de representantes de organismos internacionais, organizações da sociedade civil, instituições acadêmicas, frentes parlamentares contra a fome e o setor privado.

Além disso, mais de 7 mil pessoas acompanharam as sessões por meio das plataformas digitais e redes sociais da FAO, refletindo o crescente interesse regional pelo futuro dos sistemas agroalimentares.

Com a adoção do relatório final, a FAO e os países da América Latina e do Caribe avançam agora para a implementação das prioridades acordadas, voltadas a fortalecer a segurança alimentar e nutricional, promover a inovação, impulsionar o investimento e reforçar a resiliência dos sistemas agroalimentares da Região.