FAO no Brasil

Conheça 5 tecnologias sociais premiadas pela Fundação BB, com apoio da FAO e outros parceiros

03/06/2026

Além de dar apoio técnico ao governo brasileiro para a construção de tecnologias sociais para o combate à pobreza, à fome e para promoção de sistemas agroalimentares sustentáveis, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reconhece a importância de tecnologias sociais inovadoras desenvolvidas pela sociedade civil. Como parte desse reconhecimento, a FAO apoiou a realização do 13º Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A iniciativa ocorre anualmente.

Nesta edição, a Fundação Banco do Brasil, o Banco do Brasil, FAO, UNESCO, PNUD e a Associação Brasileira de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social avaliaram 40 propostas finalistas entre 1.146 inscritas, e selecionaram 7 para a premiação. A Fundação BB destinou cerca de R$ 6 milhões para as 40 iniciativas, combinando recursos financeiros e apoio para replicação. Destacaram-se iniciativas alinhadas à transformação social, inovação, participação comunitária e com potencial de replicação.

“Quando comunidades criam soluções para seus próprios desafios, nasce uma tecnologia social — e é justamente esse protagonismo que a FAO busca fortalecer para transformar sistemas agroalimentares e garantir um futuro mais sustentável”, afirma o representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, que participou da cerimônia de Premiação.

“Esse prêmio tem a cara do nosso país: é plural. As iniciativas revelam a diversidade e a potência das soluções brasileiras para enfrentar desigualdades, promover inclusão produtiva e gerar impacto socioambiental positivo”, afirmou o presidente da Fundação Banco do Brasil, André  Machado.


A seguir, conheça algumas das tecnologias sociais vendedoras que estão relacionadas com os temas da agenda da FAO no Brasil e assista aos vídeos clicando no título dos projetos. Para conhecer as 40 finalistas, clique aqui.

 1.Centro Indígena de Aprendizagem do Rio Negro (Região do Alto Rio Negro-AM)

 

Idealizada por estudantes indígenas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a iniciativa é voltada a capacitar povos indígenas em seus territórios em áreas estratégicas, como energia, gestão e sustentabilidade. O objetivo é fortalecer a autonomia das comunidades. Entre os principais resultados, destaca-se a capacitação de indígenas para instalação, operação e manutenção de sistemas de energia solar fotovoltaica, contribuindo para a substituição gradual de geradores a diesel, caros e ambientalmente prejudiciais. O acesso à energia ampliou significativamente as condições de vida nas comunidades, viabilizando o acesso à água, à conectividade digital, à comunicação e a soluções de mobilidade.

2.Afroteca – Tecnologia Digital Antirracista (Santarém-PA)



Espaço educativo que promove representatividade e educação antirracista na infância, fortalecendo identidades e contribuindo para a equidade social. Desenvolvida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), a iniciativa possibilita que as crianças se vejam refletidas de forma positiva em brinquedos, livros, jogos, contribuindo para a construção de uma autoimagem fortalecida.

O projeto conta com parceria do Ministério da Igualdade Racial e já foi replicado em 11 Afrotecas, ampliando seu alcance como tecnologia educacional voltada à promoção da igualdade racial.

3.Dicionário Multimídia de Línguas Indígenas (Belém-PA)


Plataforma interativa que consiste em um conjunto de dicionários digitais bilíngues (língua indígena–português), desenvolvido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em parceria com pesquisadores e comunidades indígenas. Funciona como um recurso educativo e cultural, reunindo palavras e expressões, áudio da pronúncia, imagens, vídeos, explicações e traduções. O objetivo é preservar, valorizar e revitalizar as mais de 150 línguas indígenas faladas no Brasil, fortalecendo a identidade cultural dos povos indígenas. Já estão disponíveis seis dicionários e outros três estão em processo de validação pelas comunidades indígenas, abrangendo as seguintes línguas da Amazônia Brasileira:  Kanoé, Oro Win, Puruborá, Sakurabiat, Salamãi, Wanyam, Makurap, Wayoro e Djeoromitxi.

4.Óleo no Ponto (comunidade da Rocinha-RJ)


Transforma óleo de cozinha usado em produtos de limpeza, gerando renda e evitando a contaminação ambiental. A iniciativa promove economia circular e engajamento comunitário — uma solução que conecta sustentabilidade e inclusão social. A iniciativa consiste em integrar uma cadeia completa de gestão do óleo de cozinha, envolvendo: coleta do óleo usado, tratamento e transformação em produtos sustentáveis. Quem descarta o óleo usado de sua casa ganha em troca um desses produtos.

5.Projeto Fitoterápicos (Salvador-BA)



Iniciativa da ONG Humana Brasil, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), que promove o fortalecimento da produção de plantas medicinais e fitoterápicos, especialmente na Mata Atlântica, valorizando os saberes tradicionais. Os produtos são comercializados em feiras locais, como a Feira Cangula em Movimento, ligada ao Quilombo Cangula, em Alagoinhas (BA). Mais de 300 agricultores já receberam 700 horas de capacitação.