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Pradam beneficia mais de 1600 produtores rurais e técnicos em assistência na Amazônia

O Pradam dissemina práticas de Agricultura de Baixo Carbono. Foto: Thays Puzzi/FAO
13/11/2017

Resultados e perspectivas do projeto desenvolvido pela da FAO foram apresentados durante seminário realizado em Brasília

Brasília – Especialistas e técnicos da área ambiental estiveram reunidos em Brasília (DF), na última sexta-feira (10), para participarem do “Seminário Pradam: balanços e perspectivas”. O projeto, que é desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Ministério da Agricultura e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), dissemina práticas de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) na região amazônica. Ao todo, mais de 1600 produtores rurais e técnicos em assistência já participaram das atividades desenvolvidas pelo Pradam.

Para o representante assistente da FAO no Brasil, Gustavo Chianca, o Projeto de Recuperação das Áreas Degradadas da Amazônia (Pradam) alcançou o seu objetivo principal e isso só foi possível por meio da reunião de diversos estudos já desenvolvidos por instituições brasileiras. “A capacidade que o SENAR teve de implementar esse trabalho e desenvolver em conjunto conosco as tecnologias, disseminar, treinar os agricultores e os extensionistas, foi fundamental. Mostrou, sim, que é possível desenvolver tecnologias que trazem sustentabilidade e produtividade na Amazônia, ou seja, que se faça mais com menos”.

Além disso, Chianca destacou que a continuidade do projeto já acontece. Isso porque os produtores, através das formações e capacitações que receberam, já têm acesso às tecnologias e agora estão em fase de implementação. “É importante aumentar o escopo do projeto. Chegar a mais produtores e a mais regiões da Amazônia. Nós acreditamos que vamos conseguir dar seguimento a esse trabalho junto com os nossos parceiros”, disse.

Também durante a abertura do evento, o Diretor-Geral do SENAR, Daniel Carrara, destacou a importância da transferência de tecnologias sustentáveis com geração de renda para os produtores desse bioma. “Só existe uma maneira de preservar, recuperar e produzir. É através da transferência de tecnologias. Mas não adianta apenas transferir. Toda tecnologia tem que ter como resultado renda para o produtor. É por isso que criamos a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR e estamos disseminando essa metodologia dentro do Pradam”.

Para o coordenador nacional do PRADAM no Ministério da Agricultura, Elvison Ramos, o projeto, além de levar informações sobre sistemas e práticas sustentáveis de produção para a região, contribuiu de forma efetiva com o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). “A assistência técnica é o grande desafio para que nós possamos levar as tecnologias que são desenvolvidas pela academia e pela Embrapa até o produtor no campo. Existe todo um processo de comunicação que precisa ser feito e que é muito particular nessa região que nós queremos trabalhar”, afirmou.

Durante seminário, o oficial de Programa da FAO no Brasil, Marcello Broggio, falou sobre a recuperação de áreas degradadas no contexto da produção sustentável de alimentos. Ele lembrou que o “objetivo zero” da FAO está relacionado com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2, que é acabar com a fome no mundo até 2030, e que a recuperação e o manejo sustentável dos solos são fundamentais para que a meta seja alcançada. "A FAO adota uma abordagem de paisagem para a gestão e recuperação de áreas degradadas, sejam elas para resgatar a capacidade de suportar o uso pastoril, ou para recuperar a vegetação nativa", destacou.