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Campanha AlimentAÇÃO!: Oficina sobre o programa Sustentabilidade na Alimentação Escolar de Torres Vedras

25/07/2018

Torres Vedras – No dia 25 de julho, realizou-se em Torres Vedras a terceira oficina da campanha AlimentAÇÃO!, com o tema "Torres Vedras: Sustentabilidade na Alimentação Escolar”. A oficina acontece no âmbito da campanha AlimentAÇÃO!, que tem como objetivo sensibilizar a sociedade e decisores políticos para a promoção de sistemas alimentares sustentáveis, equitativos e em linha com o Direito Humano à Alimentação Adequada.

A campanha visa também dar visibilidade a boas práticas em curso no país para que estas sirvam de inspiração e se tornem novas políticas públicas nacionais e locais, baseadas no Direito Humano à Alimentação Adequada. Para tal, têm-se promovido oportunidades para o intercâmbio de experiências entre as Câmaras Municipais, produtores e suas associações, parlamentares e universidades.

Cumprindo este objetivo, a oficina foi realizada em Torres Vedras, Concelho onde a Câmara Municipal vem implementando com sucesso o “Programa de Sustentabilidade na Alimentação Escolar” (PSAE), que conta com a gestão direta dos refeitórios escolares, a compra pública direta de alimentos a pequenos e médios agricultores e confeção local das refeições, ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento local do território.

A abertura da oficina contou com a Vereadora da Câmara Municipal, Laura Rodrigues, uma das idealizadoras do Programa, a representante do Escritório de Informação da FAO em Portugal/CPLP, Mariana Dias Simpson, e a Coordenadora Nacional da Rede Rural Nacional, Maria Custódia Correia. Em seguida, intervieram os técnicos da Divisão de Educação e Atividade Física responsáveis pela implementação do Programa Sustentabilidade na Alimentação Escolar: Inês Morais, José Alves e Paula Rodrigues.

A oficina contou com uma dinâmica de grupos de trabalho constituídos por representantes de diversas Câmaras Municipais, produtores, associações, académicos e ONGs que, de forma rotativa, trataram das oportunidades e desafios existentes na implementação de iniciativas de alimentação escolar mais sustentáveis e fizeram perguntas em torno de cada um dos quatro eixos do Programa:

- Produção. Nesta mesa, identificaram-se principalmente obstáculos relacionados à oferta de alimentos, especialmente os biológicos, em escala suficiente para atender à demanda da população escolar. Algumas das soluções apontadas passam pela criação de projetos e políticas públicas voltadas para a valorização da agricultura familiar; a criação de associações ou cooperativas de produtores; entre outras.

- Aquisição. Esta mesa tratou das principais dificuldades relacionadas à contratação pública em escala e necessidadade de melhor compreensão dos cadernos de encargos, suas possibilidades e constrangimentos legais. Como possíveis oportunidades, os participantes apontaram a delegação desta responsabilidade às juntas de freguesia, que podem operar em menor escala; a formação de técnicos e decisores; e a consolidação de circuitos curtos agroalimentares.

- Confeção. Aqui, foram apresentados os detalhes técnicos do funcionamento do PSAE nas escolas, como o planeamento das fichas técnicas (que são dinámicas e mudam ao longo do ano); os profissionais envolvidos na tarefa em cada escola (cozinheiros, auxiliares e economatos); os valores unitários das refeições; e as possibilidades que a gestão direta dos refeitórios escolares permite.

- Consumo. Um dos principais temas tratados nesta mesa referiu-se à educação alimentar e nutricional das famílias ea s dificuldades na promoção de dietas saudáveis, em casa e na escola.

 Após a apresentação das conclusões, os 50 participantes seguiram para a cantina da E.B 1/JI Conquinha, onde degustaram a ementa oferecida pela escola aos alunos, bem como tiveram a oportunidade de visitar as instalações da cozinha onde tiveram contacto com as condições de armazenamento e confecção dos alimentos.