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Com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e apoio técnico da FAO, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) implementou ações para reversão da desertificação na Caatinga, em 15 municípios nos estados do

  • Ceará
  • Paraíba
  • Rio Grande do Norte
  • Bahia
  • Alagoas

Além do recaatingamento, foram combatidas as causas da desertificação (desmatamento, manejo inadequado). Foram recuperados solos erodidos com a implementação de técnicas que incluem:

  • conservação de água
  • gestão integrada da paisagem
  • manejo florestal sustentável
  • sistemas agroflorestais
  • fortalecimento da apicultura junto a agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais.

O manejo sustentável no bioma, com a elaboração e implementação de Planos de Manejo Florestal Sustentável, foi impulsionado em cerca de 30 mil hectares. Com isso, houve o fortalecimento da cadeia produtiva de sementes e mudas. Ao todo, 3.172 hectares estão em recuperação com espécies nativas, além do fortalecimento de 12 bancos comunitários de sementes e da implantação de 12 viveiros. Mais de 340 pessoas foram capacitadas no Sistema Nacional de Sementes e Mudas, ampliando a capacidade local de produção, disseminação e conservação de espécies nativas. Quase 2 mil pessoas foram qualificadas, entre agricultores, extensionistas e técnicos. Também se fortaleceu a liderança de mulheres na região, onde quase metade das propriedades rurais apoiadas pelo projeto são geridas por elas.

Com apoio da FAO, em cooperação com o Ministério da Pesca e Aquicultura do Brasil, e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), comunidades rurais do interior do estado de Alagoas, no Nordeste brasileiro, passaram a adotar a aquicultura como alternativa de renda, aproveitando recursos locais e unindo forças por meio do associativismo.

A iniciativa ofereceu a aquicultores de pequena escala acesso a ferramentas digitais que contribuem para o monitoramento e a profissionalização da produção e comercialização, por meio da sistematização dos dados, que promove o aprimoramento dos processos de tomada de decisão.

Com auxílio do SEBRAE, a iniciativa fortaleceu a organização produtiva local com capacitações técnicas e formações sobre associativismo e cooperativismo.

O projeto ajudou a alavancar a produção de camarão na região, com um melhor aproveitamento da água salobra, tornando a atividade uma fonte de renda. A aposta do projeto é que esse modelo de aquicultura possa ser replicado em toda a região Nordeste, gerando renda para agricultores vulneráveis.

 Além disso, foi possível gerar uma base robusta de evidências para apoiar políticas públicas e futuros investimentos no setor.