A FAO Brasil desenvolve e apoia projetos que promovem sistemas agroalimentares mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis. Em parceria com governos, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, setor privado e comunidades locais, nossas iniciativas contribuem para a segurança alimentar e nutricional, o desenvolvimento rural sustentável, a igualdade de gênero, a conservação dos recursos naturais, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento das políticas públicas. Os projetos apresentados a seguir refletem a diversidade de áreas em que a FAO atua no país, apoiando soluções inovadoras e inclusivas para melhorar a vida das populações rurais, promover a gestão sustentável dos territórios e recursos naturais e ampliar as oportunidades de desenvolvimento econômico e social.
Projeto Terras Para Elas
Regularização ambiental e fundiária com concessão de terras a mulheres, e capacitação produtiva nos estados do Maranhão e do Pará.
Projeto Lagoa Mirim
Gestão transfronteiriça integrada de recursos hídricos (GIRH) na Bacia da Lagoa Mirim, com ênfase no uso sustentável e eficiente da água, na preservação dos ecossistemas e seus serviços e na adaptação às mudanças climáticas.
Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia
Fortalecimento da bioeconomia no meio rural, com foco em mulheres empreendedoras e agricultores familiares nas cadeias produtivas do café e do cacau, promovendo capacitação técnica, sustentabilidade ambiental, agregação de valor e fortalecimento de políticas públicas.
Conservação da Mata Atlântica por meio do Manejo Sustentável das Paisagens Agroflorestais Cacaueiras
Reversão das tendências de degradação e perda de biodiversidade na região da Mata Atlântica por meio do sistema cabruca, prática tradicional de cultivo do cacau sob o dossel de árvores nativas.
Projeto Terras Para Elas

O objetivo do projeto é combater a insegurança jurídica e promover o empoderamento econômico feminino nos estados do Maranhão e do Pará, mediante regularização fundiária com emissão de títulos prioritariamente no nome da mulher, fortalecimento de capacidades produtivas e aperfeiçoamento de ferramentas institucionais do processo de titulação. Também visa possibilitar o avanço da regularização ambiental das áreas, com o cadastro, o monitoramento e a adoção de práticas de uso sustentável do território.
Execução: Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA), com apoio técnico da FAO
Financiamento: Fundo Brasil-ONU para a Amazônia
Período de vigência: 01/05/2025-31/12/2027
Resultados esperados:
- Regularização fundiária: emissão de títulos de terra para 2,5 mil mulheres
- Incentivo ao empreendedorismo feminino: promover a capacitação de 5 mil mulheres em gestão fundiária e direitos das mulheres; produção sustentável e bioeconomia; empreendedorismo e educação financeira; associativismo, cooperativismo e redes produtivas; sensoriamento remoto, geoprocessamento e Sistema de Informação Geográfica.
- Monitoramento: capacitar 200 agentes comunitários no uso de ferramentas de geotecnologia e acompanhamento pós-regularização.
Gestão Binacional Integrada dos Recursos Hídricos na Bacia da Lagoa Mirim e Lagoas Costeiras

O Projeto tem por objetivo reforçar as capacidades institucionais do setor público e privado no Brasil e no Uruguai para impulsionar a gestão integrada dos recursos hídricos da Bacia da Lagoa Mirim. Essa gestão é voltada para o uso sustentável e eficiente da água, a preservação dos ecossistemas e de seus serviços e a adaptação às mudanças climáticas, por meio do desenvolvimento de uma Análise Diagnóstica Transfronteiriça, da elaboração de um Programa de Ações Estratégicas e da implementação de ações que visam fortalecer os mecanismos e as instituições de gestão e coordenação integradas de recursos hídricos.
Execução: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no Brasil e o Ministério do Ambiente no Uruguai, representado pela Direção Nacional de Águas (DINAGUA), com apoio técnico da FAO.
Financiamento: GEF
Período de vigência: 01/04/2022-01/04/2027
Resultados esperados:
- Diagnóstico e análise: elaboração de uma Análise Diagnóstica Transfronteiriça sobre os principais problemas ambientais da bacia e do Rio Jaguarão, complementada por um atlas binacional com dados ambientais, sociais e econômicos integrados.
- Planejamento estratégico e governança: fortalecimento dos mecanismos de coordenação e da base jurídica para a gestão conjunta Brasil - Uruguai, com aprovação ministerial de um programa de ações estratégicas de longo prazo e implementação de ferramentas de apoio à tomada de decisão compartilhada.
- Implementação de projetos-piloto: criação de sistemas binacionais de monitoramento da qualidade e quantidade da água e de áreas protegidas, além de projetos-piloto em agricultura (arroz), pecuária, pesca e turismo, com práticas sustentáveis replicáveis em toda a bacia.
- Conhecimento e gestão: engajamento das partes interessadas sobre os benefícios da gestão integrada, compartilhamento de lições aprendidas com a rede global IW-LEARN do GEF e monitoramento contínuo baseado em resultados para garantir o cumprimento das metas do projeto.
- Metas de impacto: o projeto prevê colocar um ecossistema aquático compartilhado sob gestão cooperativa melhorada, beneficiando diretamente 4 mil pessoas (50% mulheres) com melhorias em meios de vida ou redução de pressões ambientais, e impactando indiretamente cerca de 929 mil habitantes da bacia por meio de maior segurança hídrica e estabilidade ambiental.
Empoderando Mulheres Empreendedoras e Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia em Rondônia

O projeto visa fortalecer a bioeconomia em áreas amazônicas com foco em mulheres empreendedoras e agricultura familiar, por meio do apoio das cadeias produtivas do café e do cacau, com ações de inclusão produtiva, capacitação técnica, sustentabilidade ambiental, fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres empreendedoras.
Execução: liderado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), com assistência técnica da FAO e da ONU Mulheres, coordenado pelo Governo de Rondônia.
Financiamento: Governo do Canadá, no âmbito do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.
Período de vigência: 2025-2029
Resultados esperados:
- Governança: estabelecer um mecanismo de governança robusto para promover o desenvolvimento territorial. sustentável com base nos princípios da bioeconomia nas cadeias de valor do café e do cacau.
- Equidade de gênero: promover a autonomia financeira e a participação das mulheres nos processos de tomada de decisão nas cadeias de valor do café e do cacau e nas estruturas de governança locais. Aprimorar as capacidades das agricultoras familiares para gerenciar os recursos naturais associados à cadeia de valor do cacau dentro de um quadro de bioeconomia.
- Fortalecimento da agricultura familiar: beneficiar diretamente 600 agricultores e agricultoras familiares em seis municípios de Rondônia: Alta Floresta, Cacoal, Novo Horizonte d’Oeste, Jaru, Ariquemes, e Ouro Preto do Oeste.
Conservação da Mata Atlântica por meio do Manejo Sustentável de Paisagens Agroflorestais de Cacau

O projeto visa reduzir e reverter as tendências de degradação e perda de biodiversidade no sul da Bahia, fortalecendo os sistemas de produção de cacau cabruca (onde o cacau cresce sob a sombra de árvores nativas).
Execução: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), com apoio operacional da organização não governamental Sitawi e assistência técnica da FAO.
Financiamento: GEF
Período de vigência: 2025-2029
Resultados esperados:
- Governança participativa: desenvolvimento de um sistema de governança participativo e revisão de marcos legais, como o "decreto cabruca", para facilitar o manejo sustentável das áreas produtivas pelos agricultores.
- Análise de dados: implementação de um Centro de Inteligência Territorial em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) para coletar dados, monitorar a paisagem e apoiar a tomada de decisões regionais.
- Capacitação e assistência técnica: apoio direto a 3 mil produtores, com a criação da Escola do Cacau para formação contínua de técnicos e agricultores.
- Promoção de marketing: desenvolvimento de estratégias de marketing, selos de indicação geográfica e sistemas de rastreabilidade via blockchain para posicionar o cacau da região em mercados premium que pagam preços superiores.
- Proteção e restauração ambiental:
- 1,6 milhão de hectares de paisagens produtivas sob práticas de manejo melhoradas.
- 203.685 hectares de áreas terrestres protegidas com gestão fortalecida.
- 12.000 hectares de sistemas agroflorestais degradados em processo de restauração.
- Mitigação de 3,72 milhões de toneladas de CO2-eq por meio de emissões evitadas ou sequestro de carbono.
- Melhoria da conectividade florestal por meio da criação de corredores biológicos entre terras privadas e áreas protegidas.
- Promoção de equidade de gênero: pelo menos 50% dos 3 mil pequenos e médios produtores beneficiados serão mulheres.
- Geração de renda: aumento médio de 30% na renda das famílias beneficiárias e quase triplicação da produtividade média do cacau (de 176 kg/ha para 480 kg/ha).