Brasil e FAO celebram 18 anos de cooperação Sul-Sul com exposição no 39º Período de Sessões da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe
Serão apresentados os resultados da parceria que fortalece a agricultura familiar, a alimentação escolar e sistemas agroalimentares urbanos na região.
Brasília, 27 de fevereiro de 2026 - Durante a 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39), que se realizará de 2 a 6 de março de 2026, em Brasília (DF), no Palácio Itamaraty, o Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), contarão com um espaço especial de exibição dedicado aos 18 anos do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO. A exibição apresentará, por meio de fotografias, videos e exibição de produtos, os principais resultados e impactos da parceria, implementada ao longo desse período em diversos países da América Latina e do Caribe.
A exposição, instalada no térreo do Palácio Itamaraty, destacará iniciativas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à promoção da alimentação escolar saudável, à governança responsável da terra, ao desenvolvimento de sistemas agroalimentares urbanos e ao acesso a tecnologias e inovações no campo. Também evidenciará o papel estratégico de mulheres, homens, jovens, povos indígenas e afrodescendentes como protagonistas da transformação dos sistemas agroalimentares na região.
Do campo à cidade: cooperação que alimenta o futuro
Ao longo desses 18 anos, mais de 40 mil profissionais de alimentação escolar da região foram capacitados, contribuindo para a garantia do direito humano à alimentação adequada nas escolas. A metodologia das Escolas Sustentáveis, desenvolvida no âmbito da cooperação, já beneficiou mais de 1,6 milhão de estudantes, em mais de 23 mil centros educativos de 14 países. Com a criação da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), 18 países membros passaram a promover ações articuladas para fortalecer a alimentação escolar e contribuir para a segurança alimentar e nutricional de milhões de estudantes da América Latina e do Caribe.
A cooperação impulsiona outras iniciativas estratégicas que integram a dimensão alimentar à proteção ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Entre elas, destaca-se a promoção de sistemas agroalimentares urbanos eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis, com especial atenção às populações em situação de vulnerabilidade nas cidades. Soma-se a isso o fortalecimento dos sistemas públicos de abastecimento de alimentos, ferramenta essencial para garantir o fornecimento eficiente e acessível de alimentos nos centros urbanos.
No âmbito da produção, há 12 anos são promovidos sistemas diversificados de produção de algodão e alimentos como estratégia de desenvolvimento rural sustentável, com o apoio de mais de 100 instituições cooperantes. Essa iniciativa já beneficiou mais de 14 mil famílias e 10 mil produtores, que ampliaram sua renda, acessaram mercados e inovaram seus modos de produção.
A governança responsável da posse da terra também ganhou impulso na região, com o intercâmbio de conhecimentos e boas práticas e a promoção de mecanismos inovadores nos sistemas de administração de terras. A cooperação apoia, ainda, a construção de políticas públicas baseadas no diálogo regional, por meio de iniciativas como a Reunião Especializada da Agricultura Familiar (REAF Mercosul), contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar.
No Corredor Seco Centro-Americano, junto aos governos da Guatemala, El Salvador e Honduras, são fortalecidas as capacidades técnicas e institucionais dos ministérios da agricultura para a tomada de decisões sobre sistemas produtivos e uso de inovações, contribuindo para o aumento da resiliência e a adaptação às mudanças climáticas.
O Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO é implementado conjuntamente pela ABC/MRE e a FAO, em articulação com instituições brasileiras cooperantes: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), além do apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (EMPAER-PB) e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
