Projeto +Algodão participa de capacitação para o manejo integrado de pragas e doenças do algodão
Representantes da Argentina e do Paraguai, com apoio do projeto, conheceram soluções inovadoras e sustentáveis desenvolvidas no Brasil.
Brasília, Brasil, 15 maio de 2026 – O projeto +Algodão apoiou a participação de um representante da Argentina e outro do Paraguai em dia de campo e no curso Manejo Integrado de Pragas e Doenças do Algodão, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), dias 13 e 14 de maio, em Cristalina (GO) e Brasília (DF). A atividade promoveu o intercâmbio de conhecimentos entre especialistas, pesquisadores, produtores e representantes do setor algodoeiro, com foco no fortalecimento de capacidades técnicas para o manejo sustentável de pragas e doenças, incluindo o controle do bicudo-do-algodoeiro, um dos principais desafios para a sustentabilidade da cadeia produtiva na região da América Latina.
O projeto +Algodão é implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE).
Do Paraguai, participou Matthew Giesbrecht, Membro da Comissão Científica, Fundação IDEAGRO; da Argentina, Daniela Vitti Scarel, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), unidade de Reconquista. Participaram, ainda, a coordenadora, Adriana Gregolin, e o analista de projetos da ABC, Hugo Leão, e a pesquisadora da Embrapa Algodão, Bruna Mendes Diniz Trípode.
Matthew Giesbrecht, da Fundação IDEAGRO, agradeceu à cooperação a oportunidade de participar do curso e mencionou que Brasil é referência em termos de tecnologia, porque possui biotecnologia avançada e variedades que não existem no seu país. “O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é um dos caminhos mais sustentáveis que podemos seguir. E o Brasil fez progressos significativos no controle e manejo do bicudo-do-algodoeiro", disse.
O Paraguai vem retomando de forma expressiva sua produção algodoeira, especialmente na região do Chaco, ampliando significativamente sua área cultivada nos últimos 5 anos e investindo em inovação, genética e infraestrutura para processamento da fibra.
O manejo integrado de pragas e doenças é uma ferramenta central nos dias atuais para diminuir custos de produção, aumentar a produtividade e cuidar do meio ambiente. Um desafío importante observado durante a capacitação é a adoção de boas práticas agrícolas nas áreas extensivas de produção de algodão e cultivos associados. O MIP é um trabalho que requer estudos, monitoramento, continuidade no seu uso para alcançar o potencial retorno positivo em termos econômicos e ambientais nas propriedades. A cooperação internacional +Algodão tem impulsado o uso do MIP nos países parcerios.
Para os participantes internacionais, a missão representou uma oportunidade concreta de acesso a experiências exitosas e tecnologias aplicadas em campo, fortalecendo estratégias nacionais de produção sustentável.
Daniela Vitti Scarel, do INTA Reconquista, que comentou que na região em que atua não existem bioinseticidas de uso generalizado no algodão. “Então, isso é muito promissor e encorajador — aprender sobre tecnologias que estão sendo validadas aqui, em um país com muito mais algodão do que a Argentina”, disse.
Segundo a técnica, atualmente, o algodão tem sua maior área de cultivo no país, principalmente na região Centro-Norte. Três ou quatro províncias concentram as maiores áreas: Chaco, Santiago del Estero e Santa Fé. Há também cultivo de algodão em Formosa, e algumas áreas em San Juan, San Luis, Córdoba e outras províncias possuem pequenas áreas dedicadas a essa cultura.
